quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

TRE COSE DA MORIRE


Aspettare e non venire,
Stare a letto e non dormire,
Ben servire e non gradire,
Son tre cose da morire.
Questa è per me disgrazia.

É o que diz, desconsolado, Uberto, enquanto espera sua criada com o chocolate, na ópera Serva Padrona, de Pergolesi. E sente-se desgraçado por isso. A primeira linha é de cunho metafísico, e lembra Brecht. A segunda, quase uma resposta do insone à pergunta de médico: -- Qual é sua queixa? A terceira sugere expectativas violadas.

Em qual delas o Uberto em mim exagera, sem relativizar, a gravidade da situação? E sente-se desgraçado. (O que é o chocolate, antes de chegar e tendo chegado, não sei.)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O que ainda não sei

Tantas coisas não sei. Mas, sobre o Dharma, no que me diz respeito, como compreender a similitude de minha tradição cristã de imortalidade da alma com a tradição hindu. São a mesma coisa?

Transformação

Manhã de neblina em São Paulo.
Conversei com minha filha sobre existência humana.
Ela me falou de Dharma, que na tradição hindu significa teia, liga, missão.
Mencionei Heidegger e sua teoria Dasein, sobre o sentido de presença do ser humano no mundo.
Este foi o início da transformação, antes em mim do que nela -- ela, testemunha de um novo marco em  minha história.